Presidente da Facepe abre programação da Propegi na Semana Universitária da UPE

Foto: Secti

O presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), Fernando Jucá, será o responsável pela abertura das atividades da Pró-reitoria de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação (Propegi) dentro da Semana Universitária da Universidade de Pernambuco. Nesta quarta-feira (25), às 9h, ele fará a palestra “A qualificação do capital humano e da pesquisa para o desenvolvimento de Pernambuco”, que será transmitida pelo canal da UPE no YouTube. 

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Especialista em resíduos, energia e bioenergias, Fernando Jucá já exerceu a presidência do Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep) e do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene). Agora à frente do Facepe, primeira instituição de amparo à pesquisa do Norte e Nordeste e a sexta criada no país, vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação de Pernambuco, ele defende uma maior articulação com os centros de pesquisa e universidades de diversas regiões do estado.

UPE promove I Seminário de Periódicos Científicos

Discutir sobre aspectos relativos à editoração, publicação e divulgação científica. Esse é o principal objetivo do I Seminário de Periódicos Científicos da Universidade de Pernambuco que acontece entre os dias 01 e 04 de dezembro. O evento, gratuito e online, é promovido pelo Núcleo de Bibliotecas da Universidade de Pernambuco (NBID/UPE). O tema desta primeira edição será “A Editoração das Revistas Científicas na construção do acesso aberto”

“Dentre os diversos assuntos no seminário, um deles tratará sobre a plataforma OJS e demais processos de publicação e indexação qualificadas para a comunidade docente.O intuito é interagir e divulgar aspectos ligados à produção intelectual por meio de um modelo de gestão editorial de acesso aberto para apoiar os (as) pesquisadores (as) envolvidos na prática de Gestão das Revistas Institucionais eletrônicas”, explica a coordenadora do Núcleo de Gestão de Bibliotecas e Documentação (NBID).

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Cisam terá centro com cinco leitos e banheira para parto normal

O edital para contratação de empresa responsável pela elaboração de projeto executivo para construção do Centro de Parto Normal do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), foi autorizado nesta segunda-feira (23) pelos secretários de Ciência, Tecnologia e Inovação, Lucas Ramos, e da Saúde, André Longo, pelo reitor da Universidade de Pernambuco (UPE), Pedro Falcão, e pelo diretor do hospital-escola, Dr. Olímpio Barbosa de Moraes Filho.

A iniciativa, uma articulação da Secti com a Secretaria de Saúde, terá início no primeiro semestre de 2021. O local, que terá 870 m² e contará com um primeiro andar, com cinco leitos, sendo um com banheira de hidromassagem. A expectativa é que obra seja terminada em até 18 meses. Depois de finalizado o serviço, a capacidade de atendimento será de 250 partos mensais. Além disso, a construção vai permitir ampliar em 10 novos leitos a enfermaria da maternidade.

“Fomos buscar recursos para desenvolver a ação e melhorar a qualidade de vida dos servidores e, também, da população que precisa dos serviços oferecidos pelo estado. Entendemos que a demanda da maternidade é um serviço básico e conseguimos avançar porque sabemos que oferecer qualidade ao serviço de saúde é de extrema importância”, disse o secretário de CT&I, Lucas Ramos, ao destacar que o atendimento à saúde é prioridade em suas ações.

“A redução da mortalidade materna é uma necessidade para a sociedade”, disse o secretário de saúde, André Longo, ao parabenizar e destacar a articulação importante do secretário Lucas Ramos, juntamente, com as secretarias e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. “Lucas entendeu que a saúde precisa estar em primeiro lugar e, com a sensibilidade do nosso comandante, conseguimos tirar o projeto do papel para iniciar a execução o mais rápido possível”, pontuou Longo.

O diretor do Cisam, Olímpio Barbosa, destacou que as obras ajudarão na diminuição da mortalidade. “Com a ação, vamos diminuir o número de mortes e melhorar a satisfação das parturientes, dando mais qualidade aos atendimentos e aos serviços prestados”, disse. A coordenadora de enfermagem no Centro, Benita Spinelli, também destacou os benefícios da construção. “Além de ganharmos um novo espaço, ainda teremos a vantagem da prática que os enfermeiros graduados em obstetrícia poderão exercer o ofício, considerando se tratar de um hospital que também é escola”, disse ela. (SECTI)

Hospital Oswaldo Cruz recebe ambulância como craque da saúde no combate ao coronavírus

Foto:Marlon Costa/Pernambuco Press

O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), que nesta terça-feira (24) comemora 136 anos de fundação, receberá uma ambulância por ter o maior número de pacientes recuperados de Covid-19 em Pernambuco. A doação foi anunciada em cerimônia realizada antes da partida entre Sport e Atlético-GO, na noite de segunda-feira (23), na Ilha do Retiro. Os capitães das duas equipes, Patric e Gilvan, e a árbitra da partida, Edna Alves, fizeram a entrega simbólica das chaves à diretora do HUOC, Izabel Avelar. A iniciativa foi do projeto Craques da Saúde, uma parceria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a montadora Fiat.

O Craques da Saúde vai doar, ao todo, 27 ambulâncias, uma para cada unidade da federação. O critério é o de beneficiar os hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) que estão na linha de frente do combate ao coronavírus.

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O veículo é um modelo Fiorino equipado com itens de série específicos para o transporte seguro e rápido de pacientes. O veículo conta com adaptações especiais para este uso, como maca retrátil e suporte para cilindro de oxigênio e soro plasma e armário superior, teto e piso em ABS (que permite rápida e fácil higienização), entre outros dispositivos.

Hospital Universitário Oswaldo Cruz: da varíola ao Covid, sempre na linha de frente contra as epidemias

Fotos: 1) Hospital Santa Águeda em 1920, acervo Villa Digital/Fundação Joaquim Nabuco. 2) Estrutura atual do Hospital Oswaldo Cruz, com a igreja à direita. Paulo Goethe/UPE

Com índice de mortalidade quase duas vezes maior do que outras capitais brasileiras, o Recife era considerado um lugar insalubre na segunda metade do século 19. Além dos casos de disenteria, malária, tuberculose e sífilis, a varíola era temida pelo seu poder letal. Para combater as epidemias, um hospital foi inaugurado no dia 24 de novembro de 1884 em um terreno afastado no bairro de Santo Amaro, não muito longe do cemitério. Recebeu o nome de Santa Águeda, virgem e mártir do século 3. Cento e trinta e seis anos depois, o nosocômio - termo usado na época de sua abertura - continua recebendo pacientes e atuando na linha de frente no combate às epidemias. Para quem trabalha no agora Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), o inimigo da vez é o Sars-CoV-2, causador da Covid-19. 

Referência para doenças infecciosas e parasitárias, oncologia, transplante hepático, neurologia, dentre diversas outras especialidades clínicas e cirúrgicas, o HUOC integra a Universidade de Pernambuco (UPE). Dos dois primeiros prédios amplos e arejados erguidos no início, um para os homens e outro para as mulheres, o hospital mudou de nome em 1925 e evoluiu para 10 pavilhões (unidades de internação), dois blocos cirúrgicos, quatro UTI definitivas e uma central de quimioterapia. As áreas de apoio incluem serviços de imagem, laboratórios, farmácias, ambulatórios, nutrição e setor administrativo. A história e a modernidade convivem em um contexto de combate a uma doença há pouco desconhecida.

A estrutura de pavilhões iniciada ainda na época do Santa Águeda mostrou-se eficiente nesta pandemia de coronavírus. Com a intensificação da pandemia, foram gradativamente destinados ao tratamento da Covid 135 leitos de enfermaria e 48 leitos de UTI. Um dos pavilhões, o Júlio de Melo, foi preparado para acomodar 30 leitos de UTI. Uma outra UTI com 10 leitos foi completamente montada e a UTI Pediátrica existente foi adequada para garantir fluxos mais seguros para assistência. Além do reforço na estrutura, com a instalação de geradores ampliação do serviço de hemodiálise, a equipe também cresceu. Mais de 3.000 profissionais estiveram envolvidos no enfrentamento ao Covid-19 sendo que, destes, 759 funcionários, entre temporários e concursados, foram contratados. 

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